Floripa Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia https://cidadecriativa.floripa.br Site oficial do Programa Floripa — Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia. Fri, 05 Jun 2026 19:55:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://cidadecriativa.floripa.br/wp-content/uploads/2025/05/favicon-floripa-150x150.png Floripa Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia https://cidadecriativa.floripa.br 32 32 Projeto lança livro gratuito sobre culinária sírio-libanesa em Florianópolis https://cidadecriativa.floripa.br/projeto-lanca-livro-gratuito-sobre-culinaria-sirio-libanesa-em-florianopolis/ Fri, 05 Jun 2026 19:53:55 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4546 O projeto Comida com História lança o livro digital “Histórias à Mesa: A Culinária das Famílias Sírio-Libanesas de Florianópolis”. A obra resgata a memória gastronômica e cultural dos imigrantes que chegaram a Santa Catarina entre o fim do século XIX e o início do século XX. O material é gratuito e pode ser acessado pela internet: clique aqui para ler o livro digital.

A publicação detalha a trajetória histórica e as receitas originais preservadas por gerações nas famílias Boabaid, Cherem, Daura, Daux, Mussi e Salum. Os textos do livro também descrevem o processo de adaptação dos imigrantes aos ingredientes disponíveis no Brasil para recriar os costumes da terra natal.

Para a organizadora da obra, Leyla Spada, o material funciona como um baú que guarda os segredos culinários da comunidade. Ela explica que o projeto nasceu do anseio de preservar as receitas familiares que marcam a memória afetiva dos descendentes. “As famílias abriram suas casas para contar um pouco da história dos imigrantes que vieram do Líbano para Florianópolis”, afirma. Segundo a autora, o processo de reunir essas tradições à mesa é uma forma de reescrever o passado com carinho, gratidão, orgulho e saudade.

Do campo ao comércio

Atualmente, o Brasil abriga a maior comunidade de libaneses e descendentes do mundo. São cerca de 8,8 milhões de pessoas no País, um número superior à população do próprio Líbano, estimada em 5,6 milhões de habitantes, de acordo com a Associação Cultural Brasil-Líbano.

Muitos dos imigrantes que chegaram no fim do século 19 e no início do século 20 no Brasil abandonaram a vida de agricultores nas terras do Oriente Médio. Com isso, passaram a trabalhar como mascates, que eram como vendedores ambulantes na época. Assim, com o fruto do trabalho, conseguiram recursos necessários para abrirem lojas e comércios tradicionais no centro de Florianópolis.

Culinária como identidade

Com o passar das décadas e a integração com os brasileiros, diversos costumes originais das famílias imigrantes perderam força. A culinária típica, no entanto, resistiu ao tempo como o principal traço de identidade cultural dessas populações. Mais do que alimentar, a gastronomia passou a ser a grande responsável por manter as tradições, fortalecer o pertencimento e unir os mais novos.

A comida se consolidou, assim, como uma linguagem de afeto e hospitalidade na nova terra. Dessa forma, o livro registra o preparo e a oferta de comidas tradicionais que funcionaram como uma ferramenta prática de socialização das famílias com os vizinhos locais. Ao todo, a publicação documenta mais de 20 receitas divididas entre acompanhamentos, molhos, doces, pastas e pratos principais, incluindo clássicos como quibes, esfirras, mjadra, charutos de folha de parreira e a sopa shish barak.

O livro também serve como uma preservação cultural, já que muitos preparos eram ensinados de geração em geração apenas pela tradição oral, na maioria das vezes sem qualquer registro exato de medidas. Dessa forma, a publicação garante que esse valioso conhecimento fique documentado e organizado, impedindo que a memória dessas famílias se perca no tempo.

Responsável pela realização do livro, o projeto multiplataforma Comida com História atua com foco na valorização de tradições gastronômicas. O grupo produz reportagens, vídeos e podcasts com o objetivo de contar as histórias por trás da comida, debater a sustentabilidade alimentar e aproximar os consumidores dos pequenos produtores. A edição do livro foi viabilizada com patrocínio do município, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Florianópolis.

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Florianópolis entre o mar e a mesa: documentário celebra a identidade gastronômica da Ilha https://cidadecriativa.floripa.br/florianopolis-entre-o-mar-e-a-mesa-documentario-celebra-a-identidade-gastronomica-da-ilha/ Wed, 03 Jun 2026 13:07:43 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4540 Produzido pela Contexto Filmes, Ilha da Gastronomia reúne personagens que ajudam a contar como Florianópolis se tornou referência internacional no setor gastronômico

A relação entre tradição, território, cultura e gastronomia em Florianópolis ganha protagonismo no documentário Ilha da Gastronomia, novo projeto da Contexto Filmes, produtora audiovisual independente sediada na capital catarinense. O curta-metragem investiga os elementos que fizeram da cidade a primeira capital brasileira a receber o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, conectando personagens, saberes e práticas que ajudam a construir a identidade alimentar da Ilha.

Com direção de Gustavo Zinder, o documentário percorre diferentes camadas da cadeia produtiva gastronômica, reunindo personagens que representam a tradição e a contemporaneidade da culinária local. Entre eles estão o pesquisador e chef Narbal Corrêa, o pescador Claudinei José Lopes, do tradicional Rancho do Nei, e o chef Felipe Silva, responsável pela cozinha do restaurante Osli, no LK Design Hotel, que ajudam a conduzir a narrativa sobre o mar, os insumos, os modos de preparo e o papel da gastronomia como patrimônio cultural e atrativo turístico.

A proposta do filme é apresentar Florianópolis não apenas como destino turístico, mas como território marcado por uma relação profunda entre cultura, alimento, memória e pertencimento. O projeto aposta na força das imagens, dos sons ambientes e das experiências cotidianas dos personagens para construir a narrativa.

Outro destaque da produção é a trilha sonora assinada pelo músico e compositor Felipe Coelho, também natural de Florianópolis e reconhecido nacional e internacionalmente por seu trabalho na música instrumental brasileira. Com trajetória marcada por apresentações em diferentes países e influências que transitam entre jazz, música brasileira e sonoridades contemporâneas, o artista contribui para ampliar a atmosfera sensorial e identitária do documentário.

A primeira exibição do documentário será realizada às 16h do dia 3 de junho, na Casa da Memória, em Florianópolis, com exibição aberta ao público. Essa ação, que antecede a estreia, é uma contrapartida social do projeto, viabilizado através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Florianópolis. A estreia oficial está prevista para o mês de julho.

Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia

Em 1º de dezembro de 2014, após cinco anos de dedicação, a iniciativa da FloripAmanhã com apoio de parceiros levou Florianópolis a se tornar a primeira cidade brasileira na Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO em Gastronomia.

A gestão da chancela da UNESCO é realizada através do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia de modo inovador e quase único no mundo. A governança do Programa é compartilhada, com a participação de diferentes entidades, academia e Prefeitura Municipal em um Grupo Gestor de mais de 15 membros, com coordenação geral da FloripAmanhã.

Grupo Gestor do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia

Prefeitura de Florianópolis (PMF)
Associação FloripAmanhã (coordenação)
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SC)
Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis (CDL Florianópolis)
Destino Floripa e Região
Fundação Franklin Cascaes
Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)
JCI Florianópolis – Organização Local da Junior Chamber International
Secretaria de Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (SINOVA UFSC)
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae-SC)
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (Senac-SC)
Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (SESC-SC)
Sindicato de Hotéis Restaurantes Bares e Similares de Florianópolis (SHRBS)

Serviço:

O que: Exibição de pré-estreia do documentário Ilha da Gastronomia
Quando: 16h do dia 3 de junho
Local: Casa da Memória de Florianópolis – R. Padre Miguelinho, 58 – Centro, Florianópolis
Apoio cultural: LK Design Hotel
Produto totalmente patrocinado pelo Município de Florianópolis por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura nº 3659/91.

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10º ECriativa reúne cidades criativas brasileiras em Florianópolis https://cidadecriativa.floripa.br/x-ecriativa-reune-cidades-criativas-brasileiras-em-florianopolis/ Mon, 18 May 2026 17:03:14 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4464 Florianópolis recebeu representantes das cidades criativas brasileiras para discutir caminhos de cooperação em cultura, gastronomia, inovação, economia criativa e desenvolvimento sustentável. O Florianópolis 2026 | 10º ECriativa, Fórum das Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, ocorreu de 13 a 16 de maio, com programação técnica, debates, apresentações e momentos de integração entre os participantes.

O encontro foi realizado pela Prefeitura de Florianópolis, pelo Sebrae de Santa Catarina, pela Associação FloripAmanhã e pela Rede Brasileira de Cidades Criativas UNESCO (RBCC). A programação reuniu gestores públicos, representantes de instituições, pesquisadores, profissionais da cultura, da gastronomia e da economia criativa, além de integrantes das cidades brasileiras reconhecidas pela Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO.

Carta de Florianópolis consolida compromissos entre cidades criativas

Um dos marcos do 10º ECriativa foi a assinatura da Carta de Florianópolis, realizada na noite de sexta-feira, 15 de maio, durante a solenidade do encontro. O documento consolida compromissos estratégicos entre as cidades criativas brasileiras para fortalecer a cultura, a inovação, o empreendedorismo, a cooperação em rede e o desenvolvimento sustentável dos territórios.

A carta foi assinada pelo presidente da FloripAmanhã, Daniel Araújo, pela diretora de Economia Criativa da FloripAmanhã, Anita Pires, pelo prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, e por representantes das outras 14 cidades criativas da Rede UNESCO no Brasil.

Entre os principais encaminhamentos, o documento propõe a criação do Programa Acelera RBCC, voltado à aceleração de projetos integradores; a estruturação de um pipeline nacional de captação de recursos em rede; o compromisso de cada cidade liderar projetos colaborativos até o próximo ECriativa; e o fortalecimento da futura Rede Brasileira de Territórios Criativos.

A Carta de Florianópolis também destaca a importância dos Grupos de Trabalho e Afeto (GTAs), que atuarão em áreas como comunicação estratégica, governança, indicadores, inovação, sustentabilidade, relações institucionais e captação de recursos.

Mais do que um registro do encontro, o documento representa um chamado à ação para unir cidades, instituições, universidades, empresas, organismos internacionais e agentes culturais em torno da criatividade como vetor de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental para o Brasil.

Fotografia de grupo em auditório, com dezenas de pessoas reunidas e dois homens ao centro segurando uma carta assinada.

Assinatura da Carta de Florianópolis.

Abertura oficial debate financiamento cultural e políticas públicas

A abertura oficial foi realizada na tarde de quinta-feira, 14/05, na Casa Hurbana, em Florianópolis. A cerimônia contou com a participação da Secretaria Municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação de Florianópolis, representada por Ana Paula Pacheco, dos representantes do Grupo Focal de Florianópolis, Anita Pires e Marcus Rocha, e do coordenador da Rede Brasileira de Cidades Criativas UNESCO, Marcelo de Barros.

A programação trouxe reflexões sobre políticas públicas, desenvolvimento territorial e mecanismos de financiamento para projetos culturais e de economia criativa. Entre os temas abordados estiveram o fortalecimento da economia criativa no Brasil, a captação de emendas parlamentares para projetos do setor e os desafios da execução de iniciativas aprovadas por leis de incentivo.

O professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e coordenador da Cátedra UNESCO em Economia Criativa e Políticas Públicas, Magnus Emmendoerfer, apresentou iniciativas e pesquisas voltadas ao desenvolvimento da economia criativa no país. A representante do Ministério do Turismo, Ângela Baltazar, participou de forma online com orientações sobre possibilidades de acesso a recursos para municípios e instituições.

Também de forma online, a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, anunciou a assinatura da Política Nacional de Economia Criativa, Brasil Criativo, prevista para 30 de maio. A iniciativa foi apresentada como um marco para o fortalecimento das políticas públicas do setor no país.

Outro momento da programação foi o painel sobre os desafios da captação de recursos para projetos culturais aprovados por leis de incentivo, com a participação do coordenador da Rede Brasileira de Cidades Criativas UNESCO, Marcelo de Barros, de Luciane Pedro, da Engie, e de Luiz Salomão Ribas Gomez, da TXM Methods. O debate abordou inovação, parcerias e sustentabilidade de projetos criativos.

A programação também contou com o lançamento do gibi “Missão Nutrir”, apresentado pela professora Clarissa Stefani Teixeira, e com um coquetel de integração entre os participantes.

Fotografia de grupo em palco, com participantes sorrindo e acenando diante de telão azul do décimo Ecriativa Florianópolis.

A abertura foi realizada na Casa Hurbana, em Florianópolis.

Fotografia de grupo em frente a uma casa histórica branca e amarela, com vegetação e montanhas ao fundo.

Visitas técnicas do 10º ECriativa aproximaram os participantes da cultura, da paisagem e da gastronomia de Florianópolis, com roteiro por engenhos, edificações coloniais açorianas, catamarã e fazendas marinhas de produção de ostras.

Economia criativa conecta diferentes vocações

Anita Pires

Para a diretora de Economia Criativa da FloripAmanhã, Anita Pires, a presença das cidades criativas em Florianópolis reforça uma trajetória construída a partir da vocação da cidade para a gastronomia e o turismo.

“Quando a gente pensou qual era a vocação de Florianópolis, a gente já percebeu a questão da gastronomia e a questão do turismo. E hoje, 10, 15 anos depois, a gente percebe que realmente o caminho é esse, inclusive com esse evento, com 14 cidades discutindo esse assunto”, destaca Anita.

Fotografia de um homem de expressão neutra, com cabelo curto, vestindo blazer cinza e camiseta preta.
Marcus Rocha

Para o diretor adjunto de Economia Criativa da FloripAmanhã, Marcus Rocha, o evento também contribui para divulgar a cidade por meio da experiência dos participantes. “As pessoas vieram para cá também para conhecer Florianópolis. Estão aproveitando os nossos bares e restaurantes e isso vai ser espalhado Brasil afora, não só nas mídias sociais, mas também no boca a boca, afinal de contas são todos formadores de opinião”, comenta Marcus.

Bruno Cunha

O gestor de Economia Criativa, Bruno Cunha, reforça o papel do encontro na articulação nacional das cidades reconhecidas pela UNESCO. “Esse evento é muito importante, porque durante esse encontro nós vamos juntar todas as cidades criativas da UNESCO para discutir como fortalecer a economia criativa aqui no Brasil, porque ela movimenta a cidade como um todo”, comenta Cunha.

Magnus Emmendoerfer

O coordenador geral da Cátedra UNESCO, Magnus Emmendoerfer, observa que a realização do encontro em Florianópolis contribui para aproximar pessoas e instituições interessadas em novos empreendimentos. “Quando Florianópolis faz esse tipo de atividade, ela está convidando pessoas que querem empreender, pessoas que querem desenvolver novos empreendimentos a fazer parcerias, seja por turismo, gastronomia ou por outros meios”, afirma Emmendoerfer.

Juliano Richter Pires

O secretário de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação de Florianópolis, Juliano Richter Pires, destaca a importância de reunir diferentes atores em torno de uma mesma agenda. “Para a gente é sempre muito importante esse tipo de evento, porque traz todo mundo para o mesmo palco, traz todo mundo para a mesma discussão e a gente acaba crescendo como grupo”, afirma o secretário.

Marcelo Alves de Barros

Já o coordenador geral da Rede Brasileira de Cidades Criativas UNESCO, Marcelo Alves de Barros, ressalta a capacidade da economia criativa de aproximar diferentes perfis e setores. “Através da economia criativa você é capaz de colocar numa mesma mesa uma dona de casa, uma costureira, uma artesã, um chef e também um cientista da computação para desenvolver soluções de economia criativa”, destaca Marcelo.

Gastronomia local valoriza território, memória e sustentabilidade

A programação aberta também contou com coquetel conduzido pelo chef Narbal Corrêa, que apresentou uma proposta baseada nas origens, memórias e tradições da gastronomia de Florianópolis e de Santa Catarina.

A preparação valorizou ingredientes do mar, influências açorianas, indígenas e brasileiras, além de produtos locais. A proposta apresentada pelo chef partiu do conceito de Cozinha Fuji, que une gastronomia, território, ancestralidade e sustentabilidade a partir da relação entre montanha e mar.

Para o chef Narbal Corrêa, Florianópolis reúne características que tornam a cidade um território singular para essa abordagem: a força da cultura açoriana, a tradição pesqueira, a produção agrícola local, os ingredientes vindos do mar e da serra e uma gastronomia criativa reconhecida internacionalmente.

“O que eu fiz aqui foi uma viagem pela nossa culinária. Tudo que vocês vão experimentar é de Santa Catarina, inclusive o azeite de oliva. Tudo, absolutamente tudo”, comenta Narbal.

Durante a apresentação, o chef também destacou a relação histórica entre diferentes culturas alimentares presentes no território. Segundo ele, a cozinha de Florianópolis carrega camadas de influência que passam pelos povos originários, pela presença portuguesa e por outras matrizes culturais que ajudaram a formar a identidade alimentar local.

Florianópolis mostra, por meio da gastronomia, que criatividade também é pertencimento, memória, desenvolvimento cultural e valorização do território.

Fotografia de homem com roupa de chef falando ao microfone em palestra, ao lado da marca Sebrae.

Chef Narbal Corrêa

Florianópolis na Rede Mundial de Cidades Criativas

Florianópolis integra a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO desde 2014, na categoria Gastronomia. A conquista teve participação da FloripAmanhã, que coordena o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia em articulação com poder público, instituições de ensino, entidades da sociedade civil e representantes do setor produtivo.

A cidade foi a primeira do Brasil a receber a chancela da UNESCO na categoria Gastronomia. Desde então, o programa contribui para ampliar a visibilidade da gastronomia local, fortalecer o turismo, promover a cultura alimentar e estimular conexões com outras cidades criativas no Brasil e no exterior.

Atualmente, a Rede Brasileira de Cidades Criativas UNESCO reúne municípios reconhecidos em diferentes campos criativos, como gastronomia, design, cinema, literatura, música, artesanato e artes midiáticas. Esses territórios compartilham o compromisso de utilizar a criatividade e a cultura como ferramentas para o desenvolvimento sustentável, a inovação e a inclusão social. https://www.youtube.com/embed/weVAAbDdmec?si=Sw9CGT4rnbl3Jrg1

Rede define próximos encontros

Durante o encerramento do 10º ECriativa, também foram anunciadas as próximas agendas da Rede Brasileira de Cidades Criativas UNESCO. O próximo encontro será realizado em São Paulo, em outubro de 2026. Em 2027, a programação seguirá com edição em João Pessoa, em março, e em Belo Horizonte, em outubro.

A definição das próximas cidades reforça a continuidade da articulação em rede e o compromisso dos municípios com a construção de projetos colaborativos voltados à cultura, à inovação, à economia criativa e ao desenvolvimento sustentável.

Com a realização do 10º ECriativa, a assinatura da Carta de Florianópolis e o anúncio das próximas agendas da rede, a capital catarinense reafirma seu papel na articulação entre cidades criativas brasileiras e na construção de projetos colaborativos capazes de conectar saberes, sabores, territórios e futuros possíveis.

Linha do tempo ECriativa da RBCC, com encontros de João Pessoa em dois mil e dezoito a Florianópolis em dois mil e vinte e seis.
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Florianópolis compartilha sabores, cultura e experiências de desenvolvimento territorial em encontro internacional na Turquia https://cidadecriativa.floripa.br/florianopolis-compartilha-sabores-cultura-e-experiencias-de-desenvolvimento-territorial-em-encontro-internacional-na-turquia/ Fri, 15 May 2026 13:35:45 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4419 Florianópolis levou sua identidade gastronômica, cultural e territorial ao International Afyonkarahisar Gastronomy Workshop and Culinary Camp, realizado em Afyonkarahisar, na Turquia, entre os dias 7 e 10 de maio de 2026. Primeira cidade brasileira reconhecida como Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, a capital catarinense participou da programação com Rogério Mosimann, pela FloripAmanhã, e o chef Marco Toppel, em um encontro que reuniu chefs, acadêmicos, gestores públicos, representantes de cidades criativas e profissionais da imprensa internacional.

A delegação brasileira participou de atividades ao lado de representantes de países como Estados Unidos, Líbano, Equador, Arábia Saudita e Grécia, além dos anfitriões turcos e de brasileiros de Belém. O encontro teve como foco a valorização das cozinhas locais, o intercâmbio de conhecimentos e a cooperação entre cidades que utilizam a criatividade como estratégia de desenvolvimento sustentável.

Florianópolis na Rede de Cidades Criativas da UNESCO

Rogério Mosimann

Durante a programação voltada aos pontos focais da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, Rogério Mosimann participou de uma mesa de discussões com representantes de outras cidades da gastronomia. O debate abordou temas como desenvolvimento territorial, inclusão de produtores locais, inovação na gastronomia, tradição, turismo e valorização dos alimentos como expressão cultural.

“Foi uma experiência muito rica poder conhecer a cultura local e, ao mesmo tempo, compartilhar exemplos que Florianópolis já desenvolve. A visita às fazendas marinhas de ostras, o turismo de base comunitária em Ratones e outras iniciativas despertaram bastante interesse dos participantes”, destaca Rogério Mosimann, da FloripAmanhã.

A comitiva também participou de uma reunião com o vice-prefeito de Afyonkarahisar, diretores de turismo e representantes internacionais das cidades criativas. No encontro, Florianópolis foi apresentada a partir de sua relação com o mar, sua identidade cultural, sua gastronomia e seu ecossistema de tecnologia.

“Apresentamos Florianópolis, nossa relação com o mar, nossa identidade cultural, a gastronomia e a tecnologia como motor de desenvolvimento da cidade. Também mostramos um vídeo que foi muito elogiado pelo sentimento que transmite. Como nascido e criado em Floripa, foi emocionante representar a cidade nesse diálogo internacional”, comenta Rogério.

Gastronomia de Florianópolis em solo turco

Chef Marco Toppel

A participação de Florianópolis também teve presença prática nas cozinhas do evento. O chef Marco Toppel preparou um robalo grelhado com pirão de camarão, finalizado com crocante de pinhão, emulsão de salsinha e compota de semente de mostarda. Cinco chefs de outras cidades criativas da gastronomia seguiram a preparação de Toppel e se surpreenderam com as técnicas utilizadas e os sabores do prato, elogiado por todos, que não conheciam farinha de mandioca e pinhão. 

O chef também participou de uma dinâmica culinária com ingredientes locais turcos, em um formato onde os chefs souberam dos ingredientes da “mistery box” na hora e criaram um prato com suas referências. Toppel se inspirou na moqueca para criar junto com dois estudantes de gastronomia locais um prato que chamou a atenção pelo sabor. 

“Gostaria de agradecer à Confraria Sabores de Floripa pela oportunidade de representar o grupo na Turquia, mais especificamente em Afyonkarahisar, reconhecida como cidade criativa da gastronomia. Foi uma experiência de grande impacto cultural. Tive contato com produtos de altíssima qualidade, como laticínios, vegetais e proteínas, além de novas técnicas e aprendizados compartilhados por chefs e profissionais de diferentes partes do mundo. Fica meu agradecimento eterno, com a sensação de dever cumprido e muita gratidão por todo o conhecimento adquirido”, afirma o chef Marco Toppel.

Homenagem internacional no encerramento

No encerramento do International Afyonkarahisar Gastronomy Workshop and Culinary Camp, o chef Marco Toppel e Rogério Mosimann, ponto focal de Florianópolis no encontro, receberam placas de agradecimento entregues por Afyonkarahisar, Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia. Eles foram homenageados por duas contribuições para o Workshop e Campi Internacional de Gastronomia de Afyonkarahisar.

A homenagem reconheceu a participação da delegação de Florianópolis nas atividades do workshop e do acampamento de culinária, tanto nas oficinas gastronômicas quanto nos debates sobre cooperação internacional, desenvolvimento territorial e valorização das cozinhas locais.

Governança de Florianópolis despertou interesse

Além dos aspectos gastronômicos, a governança do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia também foi compartilhada com os participantes. Diferente de muitas cidades da Rede, em Florianópolis o programa é coordenado pela FloripAmanhã, com participação da prefeitura, instituições de ensino, entidades setoriais e organizações da sociedade civil no grupo gestor.j~]

“A nossa governança chamou atenção porque não está diretamente vinculada à municipalidade. Em Florianópolis, há um grupo gestor com participação do poder público, mas coordenado pela FloripAmanhã”, destaca Rogério.

“Sou muito grato pela possibilidade de participar desse encontro. Volto com a cabeça cheia de ideias e muito motivado para continuar fortalecendo, junto com toda a equipe de Florianópolis, o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia”, conclui Rogério.

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X ECriativa reúne Cidades Criativas da UNESCO em Florianópolis https://cidadecriativa.floripa.br/x-ecriativa-reune-cidades-criativas-da-unesco-em-florianopolis/ Wed, 06 May 2026 21:10:24 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4409 Florianópolis será ponto de encontro das cidades criativas brasileiras em uma noite dedicada à cultura, à economia criativa e ao desenvolvimento sustentável. Fórum do Encontro das Cidades Criativas Unesco do Brasil, será realizado no dia 15/05 pela Prefeitura de Florianópolis, Sebrae de Santa Catarina, Associação FloripAmanhã e Rede Brasileira de Cidades Criativas UNESCO (RBCC).

O encontro marca um momento de integração entre representantes das cidades brasileiras que fazem parte da Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), iniciativa que reconhece a criatividade como estratégia de desenvolvimento urbano sustentável.

Clique aqui para se inscrever

Carta de Florianópolis e diretrizes para as cidades criativas

A programação inclui a apresentação das resoluções do X ECriativa, a assinatura da Carta de Florianópolis e palestras com convidados especiais. O documento reunirá diretrizes para orientar a atuação conjunta das Cidades Criativas da UNESCO no Brasil, fortalecendo a cooperação entre municípios, instituições e redes ligadas à cultura, à inovação e à economia criativa.

O coordenador da Rede Brasileira de Cidades Criativas UNESCO, Marcelo de Barros, apresentará a consolidação das diretrizes que irão orientar a atuação conjunta das cidades criativas brasileiras.

Cultura, gastronomia e ocupação dos espaços urbanos

Entre os convidados da noite está Paula Borges, que compartilhará a trajetória da Maratona Cultural de Florianópolis, iniciativa reconhecida pela promoção da cultura, da economia criativa e da ocupação qualificada dos espaços urbanos.

A programação também contará com a participação de Daniel Teske, que apresentará uma reflexão sobre os 25 anos da Academia Brasileira de Gastronomia e o projeto AIG Trip Brasil 2026.

Florianópolis integra a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO desde 2014, na categoria Gastronomia. A conquista teve participação da FloripAmanhã, que coordena o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, em articulação com poder público, instituições de ensino, entidades da sociedade civil e representantes do setor produtivo.

O encerramento terá coquetel assinado pelo chef Narbal Corrêa, valorizando os sabores e a identidade da gastronomia local.

As vagas são limitadas e as inscrições seguem até 11 de maio.

Serviço

Evento: Fórum das Cidades Criativas da UNESCO no Brasil: Florianópolis 2026 | X ECriativa Data: 15 de maio de 2026 Horário: 18h30 Local: Auditório do Sebrae/SC Endereço: Rodovia José Carlos Daux, nº 600, João Paulo, Florianópolis
Inscrições: Clique aqui para se inscrever
Vagas: limitadas

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Farinha que conta histórias: tradição dos engenhos de SC ganha reconhecimento nacional https://cidadecriativa.floripa.br/farinha-que-conta-historias-tradicao-dos-engenhos-de-sc-ganha-reconhecimento-nacional/ Tue, 28 Apr 2026 17:36:44 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4390 Os saberes ligados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina acabam de conquistar reconhecimento nacional como patrimônio cultural do Brasil. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) registrou as práticas tradicionais associadas aos engenhos no Livro dos Saberes, valorizando um modo de fazer que reúne alimentação, memória, território e convivência comunitária.

Mais do que um produto presente na mesa catarinense, a farinha de mandioca carrega uma história construída por diferentes povos e gerações. O registro reconhece conhecimentos agrícolas, técnicas de produção e práticas culturais transmitidas por comunidades indígenas, quilombolas e eurodescendentes, mantendo viva uma tradição que atravessa o litoral catarinense e segue presente em Florianópolis.

Uma herança que vem de antes do Brasil

Muito antes da formação do Brasil, povos indígenas como os Guarani e Tupi-Guarani já dominavam o preparo da mandioca. Foram eles que transformaram a raiz em alimento essencial, base de muitos modos de vida no território.

Com o passar dos séculos, esse conhecimento se somou a técnicas trazidas por açorianos e a saberes de origem africana. O resultado é uma prática cultural que vai além da produção de alimento. Nos engenhos, a farinha expressa pertencimento, trabalho coletivo e relação direta com a terra.

Documentário Farinhar registra personagens, saberes e territórios

Essa história também ganha registro audiovisual no documentário Farinhar, dirigido por Artur Hugo da Rosa e Carolina Maciel de Arruda. A produção apresenta os saberes e práticas tradicionais associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina, reunindo depoimentos de pessoas que mantêm viva essa cultura em diferentes comunidades do estado.

Com 17 minutos de duração, o filme é uma versão reduzida do longa-metragem produzido para instruir o processo de registro dos saberes dos engenhos como patrimônio cultural do Brasil. A obra foi realizada pelo Rancho Cultural, com participação do IPHAN, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (NAUI/UFSC).

O documentário percorre engenhos, aldeias, quilombos e instituições ligadas à preservação da cultura alimentar catarinense. Em Florianópolis, entre os locais visitados estão o Engenho dos Andrades, o Engenho Indaiá, o Engenho do Jorge, o Engenho do Lício, o Engenho do Maurici, o Engenho do Neca, o Sítio Vale Encantado e o Quilombo Vidal Martins.

Assista à versão curta do documentário

O vídeo antecipa parte da força cultural registrada no filme: o som dos engenhos, o trabalho das mãos, o encontro entre gerações e a presença da farinha como elemento de identidade no litoral catarinense.

Onde a produção vira encontro

Nos engenhos, a produção da farinha é também um momento de convivência. A farinhada reúne famílias, vizinhos e comunidades em torno de etapas que exigem técnica, tempo e colaboração.

Raspar, ralar, prensar, peneirar e torrar são ações feitas em sequência, muitas vezes em ritmo coletivo. Cada pessoa participa de uma parte do processo, e o conhecimento circula na prática, na observação e na conversa.

Saber que passa de mão em mão

A produção da farinha envolve técnica, mas também sensibilidade. O ponto certo da torra não está escrito em manual. Ele é percebido pelo cheiro, pela textura, pela cor e pelo olhar de quem aprendeu fazendo.

Essa transmissão pela oralidade e pela experiência é um dos aspectos centrais reconhecidos pelo IPHAN. São saberes que não se preservam apenas em documentos, mas no cotidiano das comunidades e na continuidade das práticas.

Preservar também é um desafio

O reconhecimento nacional reforça a importância de proteger os engenhos e os territórios onde essa cultura acontece. A especulação imobiliária, as mudanças nas dinâmicas rurais e a perda de vínculos comunitários colocam em risco a continuidade da tradição.

A mobilização da Rede Catarinense de Engenhos de Farinha, com apoio do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (CEPAGRO), foi fundamental para o processo de reconhecimento.

Gastronomia que carrega identidade

Para Florianópolis, Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, o registro tem significado especial. Ele reafirma que a gastronomia não está apenas nos restaurantes ou nos eventos, mas também nos modos de fazer, nos territórios e nas comunidades que preservam a memória alimentar da cidade.

A farinha de mandioca é ingrediente, mas também é história. É alimento, encontro e patrimônio vivo.

Serviço

Lançamento do documentário Farinhar
Data: 15 de maio de 2026
Horário: 19h
Local: Antiga Alfândega, sede do IPHAN/SC
Endereço: Rua Conselheiro Mafra, 141, Centro, Florianópolis
Entrada: gratuita, sujeita à lotação

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Safra da tainha começa com festival que reúne cultura e gastronomia https://cidadecriativa.floripa.br/safra-da-tainha-comeca-com-festival-que-reune-cultura-e-gastronomia/ Thu, 23 Apr 2026 16:41:03 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4378 Acontece nos dias 2 e 3 de maio, na Beira-Mar Continental, o Festival I Love Tainha, evento gratuito que marca o início da safra de uma das iguarias mais tradicionais da culinária catarinense. A programação deve reunir moradores e turistas em dois dias dedicados à gastronomia e às manifestações culturais da Ilha.

Após um pré-lançamento realizado em dezembro de 2025 no Mercado Público de Florianópolis, o festival chega à sua edição oficial com programação ampliada. A proposta é destacar a tainha como símbolo da pesca artesanal e da identidade cultural da região e consolidar o evento no calendário cultural de Florianópolis, reunindo gastronomia, música e tradições locais em um mesmo espaço.

Durante o evento, o público poderá conferir pratos típicos, apresentações musicais e atividades culturais.

Atrações confirmadas no Festival I Love Tainha

Shows musicais:

– Dazaranha
– Quinteto S/A
– Baile do Meira
– Iriê
– John Bala Jones

Cultura e entretenimento:

– Mané Darci
– Apresentação de Boi de Mamão
– Workshops de tarrafa
– Workshops de renda de bilro
– Workshops de olaria
– Tour guiado com o Guia Manezinho

O festival conta com apoio cultural do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), do Governo de Santa Catarina, e incentivo da Claro e dos Supermercados Imperatriz. A realização é da Associação Música SC, por meio da Rezoc Eventos, em parceria com a Pimenta Music.

Siga o @festivalilovetainha e fique por dentro das atrações.

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Fenômeno raro deixa ostras esverdeadas e mais saborosas; pesquisadores da UFSC explicam https://cidadecriativa.floripa.br/fenomeno-raro-deixa-ostras-esverdeadas-e-mais-saborosas-pesquisadores-da-ufsc-explicam/ Mon, 13 Apr 2026 18:43:36 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4360 Um fenômeno raro observado nas últimas três semanas na Baía Sul, em Florianópolis, está mudando o aspecto e a qualidade das ostras cultivadas pelos maricultores locais: a proliferação de microalgas do grupo das diatomáceas nessas águas está fazendo os moluscos apresentarem uma coloração esverdeada.

Longe de ser um problema, isso é, na verdade, um fenômeno com grande potencial. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a microalga não produz toxinas e agrega qualidade às ostras, vieiras e mexilhões cultivados, que têm nesses organismos unicelulares uma rica fonte nutricional.

De acordo com o engenheiro de Aquicultura Gabriel Filipe Faria Graff, doutorando em Biotecnologia e Biociências e pesquisador do Laboratório de Biotecnologia e Saúde Marinha (LaBIOMARIS) da UFSC, a ocorrência de ostras verdes já foi observada em Santa Catarina em pelo menos duas ocasiões, há mais de dez anos. Microalgas capazes de conferir coloração a moluscos são registradas recorrentemente em outras localidades, como a região francesa de Marennes-Oléron, onde as chamadas huîtres vertes (literalmente, ostras verdes em francês) são consideradas uma iguaria sofisticada e possuem certificação Label Rouge (Red Label) do Ministério da Agricultura da França – que atesta a qualidade superior de produtos alimentares em comparação a produtos convencionais.

Com a confirmação da nova ocorrência de microalgas que, ao que tudo indica, pertencem à espécie Haslea ostrearia – a mesma diatomácea encontrada na França e que produz um pigmento azul chamado marennina -, os pesquisadores partem agora para duas investigações: em primeiro lugar, irão realizar análises moleculares para confirmar a identificação exata da espécie; na sequência, tentarão identificar as condições que podem ter favorecido a repetição do raro fenômeno. “A ideia é observar aspectos como as correntes marítimas, ondas de calor, vento, condições ambientais em geral e cruzar essas informações para verificar o que pode ter favorecido a repetição do fenômeno”, explica Gabriel. “Com esses dados, há uma grande possibilidade de identificar as condições ideais para o cultivo da microalga em laboratório”, indica. Na atual ocorrência, o fenômeno está restrito aos cultivos da Baía Sul, não tendo sido observado na Baía Norte.

A floração observada este ano foi inesperada, já que os pesquisadores já tinham desistido de localizar essas microalgas nas águas da Baía Sul após o seu último registro. Há algumas semanas, produtores locais como Vinicius Ramos, da Fazenda Marinha Paraíso das Ostras, foram procurados por clientes da região e de outros estados, que relataram que as ostras apresentavam um aspecto “mofado”. A partir desses relatos, o engenheiro de Aquicultura Gabriel foi a campo investigar o caso. Feitas as análises com apoio de pesquisadores do Laboratório de Ficologia (LAFIC) da UFSC, constatou-se que se tratava da ocorrência de diatomáceas do gênero Haslea, o que fez ressurgir a oportunidade de ampliar o conhecimento científico e desenvolver tecnologia em torno desse fenômeno. “Essa microalga tem grande potencial inclusive para aplicações biotecnológicas, como na produção de alimentos e até na área farmacêutica”, ressalta o professor do Centro de Ciências Biológicas (CCB) Rafael Diego da Rosa, coordenador no Brasil da rede internacional de pesquisa EcoHealth4Sea.

Pesquisadores de diferentes laboratórios da UFSC uniram esforços para identificar a microalga durante a nova ocorrência do fenômeno raro: professor Leonardo Rubi Rörig, pós-doutoranda Bruna Rodrigues Moreira, doutorando Gabriel Filipe Faria Graff e professor Carlos Yure Barbosa Oliveira. Foto: Divulgação

Os estudos dessas microalgas estão envolvendo os pesquisadores do LaBIOMARIS e também a equipe do LAFIC, com os professores Leonardo Rubi Rörig e Carlos Yure Barbosa Oliveira, além da pós-doutoranda Bruna Rodrigues Moreira, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

(Assessoria de Imprensa UFSC, 10/04/2026)

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Florianópolis amplia presença em Macau e traz aprendizados para fortalecer o turismo gastronômico https://cidadecriativa.floripa.br/florianopolis-amplia-presenca-em-macau-e-traz-aprendizados-para-fortalecer-o-turismo-gastronomico/ Tue, 07 Apr 2026 14:22:26 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4329 A participação de Florianópolis na Festa Internacional das Cidades de Gastronomia, em Macau, reforçou a presença internacional da capital catarinense e trouxe referências para fortalecer o turismo gastronômico, a promoção de produtos locais e a conexão entre cultura, economia criativa e desenvolvimento. O evento foi realizado entre 20 e 29/03, na China.

A presença da cidade no festival também amplia a projeção do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, coordenado pela FloripAmanhã, com participação da Prefeitura Municipal de Florianópolis e de entidades do Grupo Gestor. Em 2026, Florianópolis assumiu a vice-coordenação da Sub-rede Mundial de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o que amplia sua inserção internacional. 

Participação cresce em 2026 e reúne 12 representantes de Florianópolis

Em 2025, Florianópolis participou do festival com uma delegação de oito representantes. Em 2026, ampliou sua presença ao levar 12 integrantes a Macau, entre representantes institucionais, chefs, restaurantes e produtores locais. A comitiva esteve presente no Passeio Gastronômico Internacional, na Mostra das Cidades Criativas da Gastronomia, no Fórum Internacional de Gastronomia e no mercado internacional de produtos gastronômicos de excelência.

O crescimento da participação acompanha uma trajetória iniciada em 2016, quando Florianópolis participou do Primeiro Fórum Internacional de Gastronomia de Macau com representantes da gastronomia local e de entidades do setor. Ao longo desse percurso, o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, já enviou representantes institucionais e profissionais da gastronomia local para 22 cidades estrangeiras de 13 países, além de 11 cidades brasileiras. 

Quem representou Florianópolis em Macau

Na cerimônia de abertura e no Fórum de Gastronomia, participaram o representante da FloripAmanhã, Marcus José Rocha, e a representante da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Ana Paula Reusing Pacheco. Já na Mostra das Cidades Criativas da Gastronomia, Florianópolis contou com a participação do chef Pedro Soares Medeiros e do chef Gabriel Sant’Ana.

Entre os participantes do Passeio Gastronômico Internacional estiveram o chef Claudio Odilio Nunes Junior e Marilia de Souza, do Franz Cabaret, o chef Narbal de Souza Corrêa e Victoria Filomeno de Souza Corrêa, do Rei do Mar, e o chef Fabiano Gonçalves Dias Gregório e Juliana Ziegler Gregório, do Bija Ecogastronomia. Por fim, no mercado internacional de produtos gastronômicos, participaram Andre Tadayoshi Hiragami, da Hiragami’s Fruit, e Pedro Augusto Stanga, da Sulmel.

Representantes de Florianópolis em Macau.

Showcase apresentou sabores de Florianópolis e produtos com indicação geográfica

Na Mostra das Cidades Criativas da Gastronomia, a apresentação de Florianópolis foi conduzida pelo chef Pedro Soares Medeiros e pelo chef Gabriel Sant’Ana. No showcase, a cidade levou referências da cultura alimentar local, com destaque para Siri na Casca e Chico Balanceado, além de produtos catarinenses com indicação geográfica.

Já no Passeio Gastronômico Internacional, os restaurantes Rei do Mar, Franz Cabaret e Bija Ecogastronomia apresentaram preparações da culinária florianopolitana e brasileira. No mercado internacional de produtos gastronômicos, a Sulmel apresentou o Mel de Melato da Bracatinga do Planalto Sul Brasileiro, e a Hiragami’s Fruit levou produtos ligados à Maçã Fuji da Região de São Joaquim.

Segundo o representante da FloripAmanhã, Marcus José Rocha, a localização dos espaços de Florianópolis no festival favoreceu o contato com o público. “Foi muito legal ver a população de Macau provando culinária manezinha”, destaca.

Chefs Pedro Soares Medeiros e Gabriel Sant’Ana

Os restaurantes Rei do Mar, Franz Cabaret e Bija Ecogastronomia apresentaram preparações da culinária florianopolitana e brasileira, no Passeio Gastronômico Internacional.

Agenda técnica trouxe referências sobre promoção internacional e economia criativa

Além da participação gastronômica, a agenda técnica trouxe temas ligados à segurança alimentar, à formação de jovens chefs e ao papel da comunicação digital na promoção da gastronomia como atrativo turístico. No relato compartilhado pela delegação, Macau aparece como uma cidade que investe no turismo cultural de base gastronômica, articulado ao artesanato, aos souvenires e à história local. Outro ponto destacado foi o impacto das mídias digitais na atração de visitantes, a partir de conteúdos criativos voltados às experiências gastronômicas.

Na avaliação do representante da FloripAmanhã, Marcus José Rocha, a experiência reforça que Florianópolis precisa avançar no posicionamento internacional da sua gastronomia. “Florianópolis, sim, é reconhecida como um grande destino turístico do Brasil, mas nós precisamos ser mais competitivos internacionalmente”, destaca. Segundo ele, esse avanço depende da valorização de produtos com maior valor agregado, do investimento em promoção, embalagem e marketing, da criação de experiências complementares e da qualificação da cidade para receber melhor o visitante estrangeiro. “Se nós queremos receber visitantes internacionais, os estabelecimentos precisam, pelo menos, falar inglês e espanhol de maneira mais fluente”, comenta.

Marcus também observa que a rede das Cidades Criativas da UNESCO pode ampliar a circulação internacional de Florianópolis e abrir novas oportunidades de intercâmbio. Desde janeiro de 2026, a cidade ocupa a vice-coordenação mundial da sub-rede das Cidades Criativas UNESCO da Gastronomia, movimento que, segundo ele, amplia a visibilidade da capital catarinense dentro da rede e favorece novas conexões.

Segurança alimentar e redução do desperdício

Entre os conteúdos apresentados por Florianópolis em Macau esteve o Banco de Alimentos Comunitário de Florianópolis, inaugurado em 29 de setembro de 2025, no Dia Internacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdício de Alimentos. A iniciativa atua para reduzir a insegurança alimentar, minimizar o desperdício e estabelecer parcerias entre governo, setor privado e organizações de assistência social.

O material informa que a iniciativa já movimenta compras institucionais equivalentes a cerca de US$ 580 mil e 132 toneladas, com prioridade para agricultores e pescadores locais. O Banco de Alimentos também atende pessoas em situação de vulnerabilidade, unidades públicas e mais de 40 organizações da cidade. Como próximo passo, o projeto prevê ampliar o recebimento de alimentos que perderam valor comercial, mas seguem adequados para consumo, por meio de parcerias com feiras, supermercados e restaurantes.

Confira aqui a apresentação sobre o banco de alimentos

Gastronomia segue como estratégia de desenvolvimento para Florianópolis

A participação em Macau reforça a estratégia de tratar a gastronomia como vetor de cultura, turismo, economia criativa e desenvolvimento sustentável. Essa construção é conduzida pelo Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, coordenado pela FloripAmanhã, que desde 2014 atua para ampliar a visibilidade internacional da cidade, estimular intercâmbios e fortalecer a cadeia produtiva local.

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Florianópolis embarca para Macau e amplia presença internacional na Rede UNESCO da Gastronomia https://cidadecriativa.floripa.br/florianopolis-embarca-para-macau-e-amplia-presenca-internacional-na-rede-unesco-da-gastronomia/ Thu, 19 Mar 2026 21:35:25 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4292 Florianópolis iniciou nesta segunda e terça-feira, 16 e 17/03, o embarque de sua delegação para Macau, na China, onde participa da Festa Internacional das Cidades de Gastronomia, Macau 2026. O evento ocorre entre 20 e 29 de março e reúne perto de 40 Cidades Criativas da Gastronomia de seis continentes, no maior número de participantes já registrado desde a criação do festival.

A presença da comitiva de Florianópolis com o número recorde de 12 participantes reforça a atuação internacional do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, coordenado pela FloripAmanhã com a participação da Prefeitura Municipal de Florianópolis e outras 11 entidades no Grupo Gestor. A programação reúne gastronomia, turismo, inovação, intercâmbio cultural e debates sobre desenvolvimento sustentável nas cidades. O momento também marca uma nova etapa da inserção internacional da capital catarinense, que assume em 2026 a vice-coordenação da Sub-rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO da Gastronomia e, em 2028, passa a exercer a coordenação da articulação global.

Florianópolis participa das diferentes frentes da programação

A delegação de Florianópolis estará presente nas várias frentes do festival. No Passeio Gastronômico Internacional, a cidade apresenta sua diversidade culinária em meio a sabores de diferentes partes do mundo. Na Mostra das Cidades Criativas da Gastronomia, leva referências ligadas aos ingredientes locais, aos saberes tradicionais e à força da cadeia criativa da capital catarinense.

A programação inclui ainda o Fórum Internacional de Gastronomia de Macau, marcado para 23 de março, que neste ano terá como tema “Fusão Criativa: Reimaginando a Gastronomia para Além do Prato”. O encontro vai discutir como a colaboração entre diferentes setores pode contribuir para o desenvolvimento das cidades, combinando cultura, experiência, inovação e sustentabilidade.

Florianópolis também acompanha as estreias do Lounge de Vinhos Mundiais e do Mercado Internacional de Produtos Gastronômicos de Excelência, novos espaços do festival voltados à conexão entre experiências gastronômicas, bebidas, produtos alimentares, lembranças gastronômicas e identidade cultural dos territórios participantes.

Delegação leva chefs, produtores e representantes institucionais

A delegação reúne representantes da FloripAmanhã, da Prefeitura Municipal de Florianópolis, chefs, restaurantes e produtores locais.

Participantes de Florianópolis 

Cerimônia de abertura e Fórum de Gastronomia: Marcus José Rocha (FloripAmanhã)
– Ana Paula Reusing Pacheco (Prefeitura Municipal de Florianópolis)

Mostra das Cidades Criativas da Gastronomia: Chef Pedro Soares Medeiros
– Chef Gabriel Sant’Ana 

Promenade Internacional de Gastronomia:

– Chef Claudio Odilio Nunes Junior e Marilia de Souza (Franz Cabaret)
– Chef Narbal de Souza Corrêa e Victoria Filomeno de Souza Corrêa (Rei do Mar)
– Chef Fabiano Gonçalves Dias Gregório e Juliana Ziegler Gregório (Bija Ecogastronomia)

Global Goodies Market:

– Andre Tadayoshi Hiragami, da Hiragami’s Fruit, com a Indicação Geográfica Maçã Fuji da Região de São Joaquim
– Pedro Augusto Stanga, da Sulmel, com a Indicação Geográfica Mel de Melato da Bracatinga do Planalto Sul Brasileiro

Evento cresce em 2 026 e amplia articulação entre gastronomia, turismo e inovação

Organizada pela Direcção dos Serviços de Turismo de Macau, a edição de 2026 apresenta uma estrutura ampliada, com programação em dois locais pela primeira vez e cinco eixos principais. A proposta é fortalecer a conexão entre turismo e gastronomia, valorizar as culturas alimentares locais e ampliar a troca de experiências entre cidades da Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Além do local principal, na Praça do Coliseu Romano e no Legend Boulevard da Doca dos Pescadores de Macau, o festival terá um espaço adicional na Rua de Cantão e na Rua de Xangai, com a proposta de movimentar a economia local da região.

Participação reforça trajetória internacional iniciada em 2016

A presença em Macau em 2026 dá continuidade a uma trajetória iniciada em 2016, quando Florianópolis participou do Primeiro Fórum Internacional de Gastronomia de Macau com representantes da gastronomia local e de entidades do setor.

Em 2025, uma delegação histórica da capital catarinense, formada por oito participantes, esteve no evento e compartilhou aprendizados sobre cooperação internacional, valorização de saberes locais e o papel da gastronomia como agenda de desenvolvimento para a cidade.

Ao longo dessa trajetória, o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia já enviou representantes institucionais e profissionais da gastronomia local para 22 cidades estrangeiras de 13 países da Ásia, Américas e Europa, além de 11 cidades brasileiras em nove estados.

Gastronomia como estratégia de desenvolvimento da cidade

Florianópolis recebeu a chancela de Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO em 2 de dezembro de 2014, tornando-se a primeira cidade brasileira a conquistar esse reconhecimento na área. A partir dessa inserção na rede, a cidade passou a ampliar ações de valorização dos saberes e modos de fazer culinários, do intercâmbio com outras culturas e do fortalecimento do turismo gastronômico.

A participação em Macau também reforça essa estratégia ao inserir Florianópolis em um ambiente de circulação internacional de ideias, práticas e conexões, em que a gastronomia é apresentada como vetor de cultura, economia criativa e desenvolvimento sustentável.

Festival terá 10 dias de programação e cerca de 100 estandes gastronômicos

Entre os destaques anunciados pela organização está a Avenida de Gastronomia Internacional, que reunirá 100 estandes gastronômicos de várias partes do mundo, além de área de refeições com cerca de 800 lugares, apresentações no palco e espaços interativos. O festival contará ainda com 53 demonstrações culinárias realizadas por chefs de 25 Cidades Criativas da Gastronomia.

Com essa dimensão, a edição de 2026 consolida Macau como uma plataforma internacional de intercâmbio entre cidades que atuam na gastronomia como expressão cultural e como estratégia de desenvolvimento urbano.

Grupo Gestor do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia

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