Floripa Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia https://cidadecriativa.floripa.br/en Site oficial do Programa Floripa — Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia. Fri, 20 Feb 2026 17:52:31 +0000 en-US hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://cidadecriativa.floripa.br/wp-content/uploads/2025/05/favicon-floripa-150x150.png Floripa Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia https://cidadecriativa.floripa.br/en 32 32 Macau 2026: Florianópolis leva chefs e produtores a novo encontro da Rede UNESCO da Gastronomia https://cidadecriativa.floripa.br/en/macau-2026-florianopolis-leva-chefs-e-produtores-a-novo-encontro-da-rede-unesco-da-gastronomia/ Fri, 20 Feb 2026 17:47:58 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4238 Florianópolis se prepara para participar de mais uma edição do festival gastronômico de Macau, na China, prevista para março de 2026. A delegação reúne representantes da FloripAmanhã, da Prefeitura Municipal de Florianópolis, chefs, restaurantes e produtores locais.

Estão indicados como city delegates diretor adjunto de Economia Criativa da FloripAmanhã, Marcus Rocha, e a subsecretária de Inovação, Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de Florianópolis, por Ana Paula Pacheco, com participação prevista na cerimônia de abertura e no Fórum de Gastronomia, em datas a serem confirmadas pela organização.

Participantes de Florianópolis 

Cerimônia de abertura e Fórum de Gastronomia: Marcus José Rocha (FloripAmanhã) e Ana Paula Reusing Pacheco (Prefeitura Municipal de Florianópolis)

Mostra das Cidades Criativas da Gastronomia: chef Pedro Soares Medeiros e chef Gabriel Sant’Ana 

Promenade Internacional de Gastronomia:
Chef Claudio Odilio Nunes Junior e Marilia de Souza (Franz Cabaret)
Chef Narbal de Souza Corrêa e Victoria Filomeno de Souza Corrêa (Rei do Mar)
Chef Fabiano Gonçalves Dias Gregório e Juliana Ziegler Gregório (Bija Ecogastronomia)

Global Goodies Market:
Andre Tadayoshi Hiragami (Hiragami’s Fruit, IG Maçã Global)
Pedro Augusto Stanga (Sulmel, IG Mel)

A participação no evento de Macau em março de 2026 dá continuidade a uma trajetória iniciada em 2016, quando Florianópolis esteve no Primeiro Fórum Internacional de Gastronomia de Macau com o chef Narbal de Souza Corrêa, Andrea Alberti (Abrasel) e Claudio Costa Moreira (SHRBS).

Em 2025, uma delegação histórica de Florianópolis, formada por oito participantes, esteve no evento na China e compartilhou aprendizados sobre cooperação internacional, valorização de saberes locais e o papel da gastronomia como agenda de desenvolvimento para a cidade.

Em toda a sua história, o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia já enviou representantes institucionais e profissionais da gastronomia local para 22 cidades estrangeiras de 13 países da Ásia, Américas e Europa, além de 11 cidades brasileiras de nove Estados.

Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO

Em 2 de dezembro de 2014, Florianópolis recebeu a chancela de Cidade Criativa da Gastronomia pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), tornando-se a primeira cidade brasileira a receber esse reconhecimento. A FloripAmanhã, em parceria com a Prefeitura Municipal e entidades civis e acadêmicas, coordena o programa que valoriza saberes e modos de fazer culinários, estimula o intercâmbio com outras culturas e fortalece o turismo gastronômico.

(FloripAmanhã, 20/02/2026)

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Chefe manezinho leva os sabores de Florianópolis para a China https://cidadecriativa.floripa.br/en/chefe-manezinho-leva-os-sabores-de-florianopolis-para-a-china/ Wed, 11 Feb 2026 21:40:21 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4232 Manezinho da Ilha, pescador por vocação e cozinheiro por destino, o chefe Narbal Correa prepara mais uma travessia internacional levando na bagagem aquilo que define sua trajetória: comida simples, identidade cultural e relação direta com o mar. Em março, ele desembarca em Macau, na China, para participar do Festival Gastronômico de Macau, um dos principais encontros mundiais da gastronomia.

Esta será a quarta participação de Narbal no evento e, segundo ele, não há muito espaço para invenção quando o assunto é representar o Brasil e Florianópolis. “No que a gente ganha, não se mexe”, resume. No cardápio, símbolos que atravessam fronteiras: empadinha de camarão, coxinha de frango, brigadeiro, quindim e caipirinha de limão. Pratos conhecidos, afetivos, que despertam reconhecimento imediato tanto em estrangeiros quanto na grande comunidade brasileira que vive na região.

No Festival de Macau, o chefe não representa apenas um restaurante, mas uma cidade que foi a primeira do Brasil a receber o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco. Segundo ele, a gastronomia catarinense desperta atenção internacional pela qualidade dos frutos do mar, influenciada pela geologia e pela temperatura das águas do litoral. “Eles já esperam a gente. Querem ver o que vamos apresentar.”

Natural de Florianópolis, Narbal carrega no discurso e na prática uma defesa firme da gastronomia como expressão cultural e econômica. Pescador há décadas, ele conhece o mar antes da panela. Essa relação direta com o alimento é também reflexo de um avanço importante na política pública catarinense: a permissão para que pescadores artesanais possam vender pescados e frutos do mar frescos diretamente a restaurantes, sem intermediários.

Gastronomia reconhecida mundialmente

A rede de Cidades Criativas da Gastronomia reúne municípios que utilizam a culinária como ferramenta de desenvolvimento cultural, social e econômico. No Brasil, Florianópolis foi a primeira a receber o reconhecimento, em 2014, abrindo caminho para outras cidades como Belém, Paraty e Barão de Cocais.

A proposta vai além da promoção turística: envolve políticas públicas, valorização de saberes tradicionais, sustentabilidade e fortalecimento das economias locais a partir da comida.

No cenário internacional, eventos como o Festival Gastronômico de Macau funcionam como vitrines estratégicas para essas cidades, estimulando intercâmbio cultural e projeção global. Para chefes como Narbal Correa, a participação vai além da experiência profissional: é uma forma de reafirmar a identidade da cidade no exterior, mostrando que a gastronomia de Florianópolis não se sustenta apenas em técnica, mas em território, história e modos de vida preservados.

Qualidade incentivada por lei

Em Santa Catarina, a chamada “Lei dos Pescados” autoriza a venda direta do pescado fresco, conservado apenas em gelo, desde que utilizado exclusivamente na preparação dos pratos do próprio estabelecimento. Em Florianópolis, a norma foi regulamentada por decreto municipal, reconhecendo oficialmente uma prática histórica da Ilha e fortalecendo a pesca artesanal local. Para Narbal, trata-se de uma conquista que impacta diretamente a qualidade da cozinha. “É isso que garante peixe fresco, identidade e respeito ao território”, costuma defender.

(ND, 11/02/2026)


Nota do Editor:

Florianópolis foi oficialmente reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO em 2 de dezembro de 2014, tornando-se a primeira cidade brasileira a receber essa distinção. O título integra a Rede de Cidades Criativas e destaca a gastronomia como instrumento de desenvolvimento cultural, social e econômico.

A candidatura foi coordenada pela Associação FloripAmanhã, em parceria com a Prefeitura Municipal It is entidades da sociedade civil e acadêmica, com o objetivo de ampliar a visibilidade internacional da cidade e fortalecer o setor gastronômico como vetor estratégico de desenvolvimento.

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Chefs de Santa Catarina revelam suas apostas para a gastronomia em 2026 https://cidadecriativa.floripa.br/en/chefs-de-santa-catarina-revelam-suas-apostas-para-a-gastronomia-em-2026/ Mon, 12 Jan 2026 14:00:33 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4216 Da Coluna de Renata Diem (upiara.net, 27/12/2025)

Prever o futuro da gastronomia vai muito além de analisar algoritmos, exige sentir os bastidores das cozinhas, observar quem produz e entender os novos desejos de quem se senta à mesa. Para tentar descobrir o que 2026 nos reserva, convidei chefs de destaque que atuam em Santa Catarina para compartilhar suas perspectivas. A minha percepção como cliente, que se confirma no olhar de alguns desses profissionais, é a de que o mercado da saúde e bem-estar e a tendência de pequenos pratos para compartilhar são movimentos inegáveis que continuam moldando o setor.

Felipe Silva – Osli Restaurante, do LK Design Hotel (Florianópolis)

Felipe Silva - Divulgação
Felipe Silva – Divulgação

“Comer bem deixa de ser sobre surpresa e passa a ser sobre sentido”. Para Felipe, a gastronomia caminha para uma mudança clara de comportamento em 2026. Após anos de excessos e pratos pensados para impacto visual, o consumidor agora busca experiências conectadas ao tempo, ao território e à memória afetiva.

A tendência continua valorizando ingredientes sazonais, processos simples e histórias reais. O prato não precisa ser complexo, mas precisa ter propósito. Dentro desse cenário, alguns ingredientes ganham destaque por simbolizar esse novo olhar e o figo surge como um dos principais. O figo é delicado e intenso, não aceita pressa e funciona tanto no doce quanto no salgado, vai bem com queijos, carnes, folhas amargas e produtos curados, sempre trazendo elegância natural. É um ingrediente que remete à mesa compartilhada, ao verão. Mais do que uma tendência, o figo representa um comportamento: cozinhar com respeito ao ingrediente, à estação e à origem. “No próximo ano, a gastronomia não quer impressionar, quer conectar e o figo traduz esse movimento com simplicidade e profundidade”, afirma Felipe.

Léo Abreu – Por Dios Tapas y Bodega – Abreus Pizza Shop – Armando Pasta Bar – (Florianópolis)

Léo Abreu - Divulgação
Léo Abreu – Divulgação

O que Léo visualiza para o próximo ano é apostar na informalidade, algo que ele já vem implementando no Abreus, onde o vinho é servido no copo de papel e ele acaba vendendo mais vinho por lá do que a soma de suas duas outras operações. “A formalidade vende muito bem desde que o produto seja muito bom”, diz Léo.

Também teremos cada vez mais cardápios enxutos e inteligentes com pratos menores e compartilháveis, permitindo que o cliente tenha a experiência de provar boa parte deles.

Em relação à sua nova operação, o Armando, ele busca explorar o que tem na nossa região, no Estado de Santa Catarina, mesclando clássicos com um toque autoral, partindo sempre de ingredientes locais e pequenos produtores.

“O que tenho pensado bastante é que recebemos visitantes do Brasil inteiro e do mundo aqui em Florianópolis, então qual o sentido de eu oferecer um vinho espanhol no meu restaurante, sendo que estou no Brasil e o que a pessoa quer quando viaja é conhecer algo local”, finaliza.

Bruno Demiciano – Botic Restaurante, do Hotel Villa do Vale (Blumenau)

Bruno Demiciano - Divulgação
Bruno Demiciano – Divulgação

Rumo a 2026, Bruno observa que o mercado de bem-estar (wellness e fitness) ganhará ainda mais protagonismo, especialmente no setor hoteleiro, sua principal área de atuação. Essa tendência vem se consolidando com força: menus mais saudáveis que priorizam a redução de gorduras e carboidratos sem abrir mão do sabor. O foco está no equilíbrio entre proteínas magras e gorduras de qualidade, como azeites e nozes.

É interessante notar como esse movimento é impulsionado, inclusive fora da bolha gastronômica, pelo uso crescente das canetas emagrecedoras como mounjaro It is ozempic. Em resposta, a aposta da alta gastronomia recai sobre pratos menores, mais frescos e equilibrados, unindo técnica e qualidade.

Alinhado a essa visão, Bruno desenvolveu um prato-teste para 2026: atum fresco acompanhado de nozes caramelizadas, coalhada (fonte boa de gordura e proteína), tomates assados e azeite de ervas. O toque de crocância fica por conta de um tempurá de salsinha, utilizado de forma comedida para manter a leveza da proposta.

Thalyta Koller – Rocca Restaurante (Florianópolis)

Thalyta Koller - Divulgação
Thalyta Koller – Divulgação

“Eu acredito que a experiência completa, não apenas a comida, mas todo o contexto, influencia cada vez mais a decisão de um cliente visitar um restaurante. O cliente está mais envolvido com um bom serviço, o tipo da música, o estilo do lugar e a comunicação que o estabelecimento transmite”, diz Thalyta.

A chef trabalha com a base da cozinha francesa com um toque autoral criativo, mas também está de olho nesse novo mercado wellness que continua crescendo. Esse nicho é focado na saúde, em pratos menores, mais leves e menos pesados. Creme de leite ou manteiga podem estar incluídos nas preparações, mas sem exageros, para que a pessoa não termine a refeição com uma sensação pesada e consiga chegar até a sobremesa.

“O que eu gostaria muito que fosse uma tendência, mas que ainda vemos pouco, são os restaurantes com desperdício zero e reaproveitamento de insumos 100%. Isso envolve outros elementos e uma grande parte de gestão. Espero um dia poder chegar lá, já que é uma construção que demanda bastante tempo e planejamento. Espero que, no futuro, essa possa ser uma tendência firme”.

Ruan Félix – Personal Chef (Florianópolis)

Ruan Félix - Divulgação
Ruan Félix – Divulgação

O personal chef Ruan Félix já esteve à frente do Casa Magá, em Florianópolis, como forte representante da cozinha de vegetais. No restaurante, criou pratos com muito sabor e que valorizavam os ingredientes, como os quiabos tostados ao molho de amendoim e missô. Para ele, com o forte debate atual em torno do que é comida de verdade, as tendências em alimentação vão seguir um caminho cada vez mais próximo da natureza. “Falando sobre meu nicho, eu vejo que o interesse por proteínas vegetais vem crescendo, mas com a exigência de menos ultraprocessamento e mais ingredientes reconhecíveis do jeito que eles são.” Fica para trás a ideia de imitar a carne a qualquer custo, a fim de valorizar o que nasce da terra.

“Muito também tem se falado sobre saúde intestinal e principalmente sua ligação com nosso cérebro. Acredito também que processos fermentativos como kimchi It is tempeh sigam firmes na mesa, como aconteceu esse ano.”

Além disso, mesmo não sendo um hábito cultural brasileiro, Ruan consegue enxergar as algas marinhas como uma possível tendência na alimentação, principalmente em cidades costeiras como Florianópolis, onde o consumo intenso já vem acendendo um alerta para o esgotamento de recursos como as ostras. O cultivo de algas poderia surgir como alternativa viável e necessária, além de serem nutritivas, sustentáveis e com um toque natural de umami. “Acredito que elas apontem caminhos mais equilibrados para o futuro da alimentação”, afirma Ruan.

Gabriel Aguilar – The UvvA Wine Bar – Biombbo – Aspas Restaurante (Itajaí)

Gabriel Aguilar - Divulgação
Gabriel Aguilar – Divulgação

Gabriel aposta no fortalecimento do conceito de small plates em mais operações de forma geral.  Ele vê um movimento cada vez maior de pessoas em busca de experiências mais fluidas, menos engessadas e mais compartilháveis. Pratos menores permitem experimentar mais sabores em uma mesma refeição, estimulam a socialização e a conversa e oferecem mais liberdade tanto para o cliente quanto para o chef.

“Esse formato dialoga diretamente com um consumo mais consciente: reduz desperdícios e valoriza técnica, produto e criatividade, conceitos que valorizo muito nas nossas cozinhas. Para mim, é menos sobre quantidade e mais sobre qualidade, identidade, experiência, narrativa e conexão. Pratos menores e marcantes permitem arriscar mais, testar ideias, misturar técnicas e referências, sem a obrigação de um prato grande e definitivo. É um formato que funciona quase como um laboratório criativo, onde é possível contar várias histórias dentro de uma mesma refeição e, para o cliente, a experiência se torna ainda mais leve, curiosa, compartilhada e divertida”, finaliza.

Rafael Sinko – Bonomi Restaurante (Florianópolis)

Rafael Sinko - Divulgação
Rafael Sinko – Divulgação

“Eu sempre busquei a simplicidade”, afirma Rafael. Atualmente, as pessoas estão exaustas do excesso de informações e têm até retornado ao analógico. Ele sente que a tendência gastronômica de agora em diante, algo que já vem ganhando força há alguns anos, estará focada na redução de ingredientes, limitando-se a apenas três elementos e apresentações mais minimalistas. Para ele, a alta gastronomia funciona como a moda: os restaurantes estrelados e os topos das listas ditam as tendências e a valorização do ingrediente puro está cada vez mais em evidência.

Dani Damasceno – Awasi Santa Catarina (antigo Ponta dos Ganchos) – (Governador Celso Ramos)

Dani Damasceno - Divulgação
Dani Damasceno – Divulgação

A aposta da chef Dani Damasceno é uma gastronomia cada vez mais conectada aos pequenos produtores, pautada pela consciência climática, sustentabilidade e respeito aos ingredientes. Uma cozinha que traduz bem-estar e nutrição sem abrir mão do conceito de comfort food e dos sabores que despertam memórias e afeto. De acordo com Dani, “cozinhar será um ato de cuidado: com as pessoas, com o território e com o futuro, por meio de pratos que acolhem, nutrem e contam histórias”.

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ACIF lança Rota das Ostras e amplia visibilidade do Ribeirão da Ilha no turismo de experiência https://cidadecriativa.floripa.br/en/acif-lanca-rota-das-ostras-e-amplia-visibilidade-do-ribeirao-da-ilha-no-turismo-de-experiencia/ Mon, 12 Jan 2026 13:42:55 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4209 Site reúne fazendas marinhas, processos de cultivo, trilhas históricas, arte, cafés, restaurantes e hospedagens que dialogam com a paisagem, os sabores e as histórias do bairro.

O Ribeirão da Ilha ganhou, na prática, uma nova vitrine para aquilo que tem de mais autêntico. Foi lançado, recentemente, durante o Encontro de Negócios da ACIF, no OKA Floripa, o site da Rota das Ostras, reunindo experiências, serviços e histórias que traduzem a força econômica, cultural e turística de uma das regiões mais emblemáticas de Florianópolis.

Não se trata apenas de um endereço na internet, mas de uma plataforma pensada para organizar e dar visibilidade a um território que já é protagonista. Santa Catarina responde por mais de 90% da produção nacional de ostras, e Florianópolis lidera esse movimento.

Dentro desse contexto, o Ribeirão ocupa posição estratégica ao unir maricultura, gastronomia e tradição açoriana, agora conectadas de forma mais acessível a moradores, turistas e agentes de viagem.

O site facilita o acesso a informações e contatos de restaurantes, fazendas marinhas, hospedagens, artesãos, operadores turísticos e iniciativas culturais. A proposta é simples e ambiciosa: estimular o turismo de experiência, valorizar o empreendedorismo local e fortalecer a economia comunitária sem perder a identidade que moldou o bairro ao longo dos séculos.

Para o presidente da ACIF, Célio Bernardi, a Rota das Ostras simboliza esse encontro entre pertencimento e inovação. Ao integrar negócios, produtores e vivências, a plataforma consolida um produto turístico genuíno, alinhado ao turismo consciente e já reconhecido além das fronteiras do Estado.

Quem acessa o site encontra um convite para ir além do prato à mesa. É possível conhecer fazendas marinhas e processos de cultivo, trilhas históricas, arte local, cafés, restaurantes e hospedagens que dialogam com a paisagem, os sabores e as histórias do Ribeirão.

A lista de empreendimentos reflete essa diversidade: do artesanato afetivo à produção sustentável de ostras, passando por experiências sensoriais, arte, dança e gastronomia à beira-mar.

Ao organizar esse ecossistema numa plataforma digital, a ACIF dá um passo importante, transformando vocação em estratégia. E mostra que desenvolvimento econômico e valorização cultural não apenas convivem como podem – e devem – caminhar juntos.

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Florianópolis é eleita para a vice-coordenação da Sub-rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO da Gastronomia https://cidadecriativa.floripa.br/en/florianopolis-e-eleita-para-a-vice-coordenacao-da-sub-rede-mundial-de-cidades-criativas-da-unesco-da-gastronomia/ Thu, 18 Dec 2025 19:48:34 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4198 Reconhecimento posiciona a cidade em papel de liderança dentro da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO. Após dois anos na vice-coordenação, Florianópolis será a coordenadora da Sub-rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO da Gastronomia em 2028-2029. A FloripAmanhã é responsável pela coordenação geral do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia.

A eleição de Florianópolis para exercer a vice-coordenação da Sub-rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO da Gastronomia foi oficializada por meio de comunicado assinado pelo ponto focal da Cidade Criativa de Bérgamo, na Itália, atual coordenadora da sub-rede, Claudio Cecchinelli. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira, 17 de dezembro.

A capital catarinense foi escolhida a partir de votação entre as 56 cidades integrantes da Sub-rede Mundial de Gastronomia para assumir a vice-coordenação pelo período de dois anos, a partir de 2026, e, posteriormente, a coordenação plena por mais dois anos. O processo contou com ampla participação das cidades da Rede, refletindo o engajamento internacional e a confiança na capacidade de articulação de Florianópolis.

“Florianópolis ser eleita para essa posição representa uma oportunidade concreta de troca e crescimento, além de um reconhecimento importante para a cidade”, avalia a coordenadora do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, Anita Pires. “A eleição amplia a visibilidade internacional, fortalece o intercâmbio cultural e cria novas possibilidades de parcerias, negócios e desenvolvimento de projetos inovadores”, acrescenta Anita, diretora eleita de Economia Criativa da gestão 2026–2027 da FloripAmanhã.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Juliano Richter Pires, assumir a vice-coordenação dessa sub-rede da UNESCO é um passo importante para Florianópolis no cenário internacional. “A cidade passa a ocupar um espaço de articulação e cooperação que dialoga diretamente com o desenvolvimento econômico, a inovação e a valorização dos ativos culturais, alinhando ações locais a uma agenda global”, afirma Pires.

Gastronomia como vetor de desenvolvimento sustentável

A eleição reconhece a trajetória de Florianópolis no fortalecimento da economia criativa, no intercâmbio internacional e na promoção da gastronomia como ativo cultural, social e econômico. A cidade integra a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO desde 2014 e se destaca pela construção de uma governança baseada na articulação entre sociedade civil, poder público e iniciativa privada.

Para o diretor adjunto de Economia Criativa eleito da FloripAmanhã e integrante da Equipe Focal do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, Marcus Rocha, a escolha reflete um trabalho coletivo desenvolvido ao longo dos anos. “Florianópolis foi eleita entre todas as Cidades Criativas da Gastronomia do mundo para ocupar essa posição. Isso evidencia o trabalho da cidade realizado na economia criativa e o papel da governança construída, com forte participação da sociedade civil, da FloripAmanhã, da Prefeitura de Florianópolis e de outros atores na promoção do desenvolvimento sustentável a partir dos ativos culturais”, comenta. “É uma honra e uma grande responsabilidade, que tende a ampliar ainda mais a presença internacional da cidade”, completa.

A coordenação da Sub-rede Mundial de Cidades Criativas da Gastronomia envolve a articulação entre cidades de diferentes países, a promoção de intercâmbios técnicos e culturais, o compartilhamento de boas práticas e o fortalecimento da gastronomia como vetor de desenvolvimento sustentável. A função amplia a presença internacional de Florianópolis e reforça o protagonismo da cidade nos debates da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO.

A FloripAmanhã, que liderou o processo de candidatura de Florianópolis ao título de Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO e coordena o programa desde sua implantação, atua como articuladora da governança local e segue contribuindo para consolidar a posição da cidade no cenário internacional, promovendo cooperação, planejamento e visão de longo prazo para o desenvolvimento de Florianópolis.

Grupo Gestor do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia

  • Prefeitura de Florianópolis (PMF)
  • Associação FloripAmanhã (coordenação)
  • Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SC)
  • Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis (CDL Florianópolis)
  • Destino Floripa e Região
  • Fundação Franklin Cascaes
  • Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)
  • JCI Florianópolis – Organização Local da Junior Chamber International
  • Secretaria de Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (SINOVA UFSC)
  • Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae-SC)
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (Senac-SC)
  • Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (SESC-SC)
  • Sindicato de Hotéis Restaurantes Bares e Similares de Florianópolis (SHRBS)

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Pesquisadora da Gastronomia de Florianópolis tem Artigo Científico aceito em Congresso Internacional na Espanha https://cidadecriativa.floripa.br/en/pesquisadora-da-gastronomia-de-florianopolis-tem-artigo-cientifico-aceito-em-congresso-internacional-na-espanha/ Mon, 15 Dec 2025 16:33:33 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4193 A pesquisadora, Fabiana Mortimer, chef que integra o time da Confraria Sabores de Floripa, do Programa Florianópolis Cidade Criativa da Gastronomia (UNESCO), teve seu artigo científico “Comparative Evaluation Of The Thicknessing Power Of Starches From Diverse Flour Sources, In Bechamel and Velouté Sauces” aceito para apresentação na 1st Conference on Unified Research in Education, Science, and Medicine (CURESM 2026).

O evento acontece de 16 a 22 de abril de 2026, no Hotel Wisteria, em Madrid, Espanha.

A pesquisa, que analisa comparativamente o poder de espessamento de amidos de diferentes origens na elaboração dos tradicionais molhos Béchamel e Velouté, chamou a atenção da comissão científica pela abordagem inovadora, precisão metodológica e relevância para o campo da gastronomia contemporânea.

Como reconhecimento, Fabiana Mortimer foi convidada como palestrante oficial do congresso.

Para Florianópolis, a conquista reforça o protagonismo local na pesquisa, inovação culinária e valorização de profissionais que combinam técnica, ciência e tradição.

Fabiana contribui diretamente com a missão do programa: elevar a gastronomia da cidade por meio de conhecimento, intercâmbio e excelência.

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Florianópolis marca presença no ECriativa em Brasília e anuncia 10ª Edição 2026 na Capital Catarinense https://cidadecriativa.floripa.br/en/florianopolis-marca-presenca-no-ecriativa-em-brasilia-e-anuncia-10a-edicao-2026-na-capital-catarinense/ Thu, 27 Nov 2025 21:20:16 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4163

De 25 a 28 de novembro, Brasília sediou o IX Encontro da Rede Brasileira de Cidades Criativas da UNESCO (ECriativa), reunindo representantes das 15 cidades brasileiras integrantes da Rede UNESCO, além de especialistas nacionais e internacionais, gestores públicos, empreendedores e pesquisadores da economia criativa.

Com o tema “Territórios Criativos do Brasil para o Mundo”, o evento destacou o papel da criatividade como motor de desenvolvimento urbano, cultural e econômico. Florianópolis é referência desde que foi reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa da Gastronomia, em 2014.

A comitiva de Florianópolis foi composta por Marcus José Rocha, representante da Associação FloripAmanhã e integrante da Equipe Focal do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia; Juliano Richter Pires, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação e Bruno Rodrigues da Cunha, gestor de Economia Criativa do Sebrae/SC.

A diversidade da comitiva reforçou o modelo de atuação colaborativa que diferencia Florianópolis dentro da Rede: a articulação entre sociedade civil, poder público, universidades e setor produtivo.

Florianópolis será palco da ECriativa 2026

O Diretor Adjunto de Economia Criativa eleito da FloripAmanhã, Marcus Rocha, apresentou, as iniciativas e os avanços da cidade no campo da economia criativa, reforçando o protagonismo de Florianópolis na Rede de Cidades Criativas da UNESCO. “Para Florianópolis, o encontro representa uma oportunidade estratégica para apresentar avanços locais, fortalecer parcerias e ampliar sua atuação na Rede UNESCO, consolidando a cidade como um território criativo em expansão”, destacou Marcus.

O momento marcou também o lançamento oficial do ECriativa 2026, que será realizado em Florianópolis entre 13 e 16 de maio. A edição do próximo ano terá um significado especial: integrará a agenda comemorativa do centenário da Ponte Hercílio Luz, um dos maiores símbolos culturais e afetivos da Capital. Com programação técnica e cultural robusta, o ECriativa 2026 fortalecerá o intercâmbio entre territórios criativos de todo o país e ampliará a visibilidade das iniciativas de gastronomia, inovação e cultura que caracterizam Florianópolis como Cidade Criativa da UNESCO.

Ao final do encontro foi elaborada a Carta do IX ECRIATIVA, documento construído a partir das atividades realizadas ao longo do evento. O material destaca desafios e ações em economia criativa nas cidades participantes, reforça a colaboração nacional e internacional e institui novos Grupos de Trabalho dedicados a comunicação, indicadores, desenvolvimento produtivo, políticas públicas, tecnologia, relações governamentais, cooperação internacional e sustentabilidade. O documento também reafirma compromissos da Rede e orienta os próximos passos para fortalecer políticas e práticas criativas no país. Acesse aqui o documento final do IX ECriativa.

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Florianópolis compartilha experiências e fortalece parcerias em encontro global da UNESCO em Mérida https://cidadecriativa.floripa.br/en/florianopolis-compartilha-experiencias-e-fortalece-parcerias-em-encontro-global-da-unesco-em-merida/ Thu, 06 Nov 2025 21:32:57 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4048 Durante a Assembleia Anual da Rede de Cidades Criativas da UNESCO da Gastronomia, realizada entre 30 de outubro e 1º de novembro de 2025, em Mérida, no México, Florianópolis participou das discussões sobre o papel da gastronomia no desenvolvimento sustentável e na valorização cultural.

Representando o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, Marcus Rocha, da Associação FloripAmanhã, integrou painéis e atividades com foco na educação alimentar, governança das cidades criativas e impacto das mudanças climáticas nos sistemas alimentares, além de participar de reuniões de trabalho da Rede e visitas técnicas e culturais na região.

Florianópolis apresentou na Assembleia as principais ações do Programa frutos da parceria entre Prefeitura e Sebrae/SC, com destaque para os resultados principais da pesquisa da economia criativa local, capacitação e a Fenaostra. Também foram apresentadas informações sobre outras duas iniciativas relevantes para a economia criativa da cidade: o Floripa Conecta e o Prato Manezinho, oferecido nos quiosques de praia na temporada de verão. “Vários representantes de outras cidades vieram nos parabenizar pelas ações realizadas, indicando que estão no verdadeiro espírito da Rede de Cidades Criativas da Unesco, atendendo a vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”, comenta Rocha.

Florianópolis é referência em Governança na Rede UNESCO

O evento reuniu representantes de dezenas de cidades de todo o mundo sob o tema “Empowering cities and communities through Gastronomy”.  Foram realizados debates em formato World Café, organizados em três mesas temáticas principais:

Gastronomia e Educação: Apontou-se o protagonismo das escolas na formação de crianças e adolescentes quanto à valorização da cultura alimentar local. Contudo, “observou-se a ausência de políticas voltadas à capacitação de adultos, sobretudo para atuação nas cadeias produtivas da gastronomia”, analisa Rocha.

Governança: A instabilidade dos programas locais foi atribuída à centralização da gestão em um único ator, muitas vezes a Prefeitura. Como alternativa, foi defendida a formação de modelos de governança com base em ecossistemas colaborativos, envolvendo poder público, universidades, setor privado e sociedade civil — modelo adotado com sucesso em Florianópolis desde 2014, sob a coordenação geral da FloripAmanhã.

Mudanças Climáticas: Foram apresentados impactos já sentidos em diversas cidades, como marés vermelhas, escassez de pasto e alterações no regime de chuvas, afetando diretamente a disponibilidade de ingredientes tradicionais.

Na agenda de trabalho coletivo das Cidades Criativas Unesco da Gastronomia, debateu-se assuntos internos do cluster criativo da Gastronomia, com destaque para a mudança da Coordenação para o representante da cidade de Bérgamo, Itália, Cláudio Cechinelli. Também foram  abertas as inscrições para cidades que queiram propor seus representantes para a subcoordenação do cluster. Importante mencionar que a subcoordenação deve ser das Américas ou da Ásia. Também foi anunciado o resultado da votação da cidade que hospedará o próximo encontro mundial das Cidades Criativas Unesco da Gastronomia: Kuching, na Malásia. O evento ocorrerá no mês de Agosto de 2026.

Visitas Técnicas e cultura alimentar no México

A programação do encontro no México incluiu visitas técnicas e vivências culturais, como a imersão no Festival de Ánimas e no ritual maia do Hanal Pixán, onde foram apresentados pratos preparados com a técnica ancestral do Pib, reforçando a conexão entre cultura alimentar, identidade e sustentabilidade.

Estas atividades proporcionaram uma imersão na tradição alimentar do estado de Yucatán e da cultura maia:

  • Museu da Gastronomia Yucateca: Apresentação da técnica de cozimento Pib, utilizada para preparar pratos como o Cochinita Pibil, central nas celebrações do Hanal Pixán, que homenageia os mortos em conexão com a terra e os antepassados.
  • Festival de Ánimas: Participação no tradicional festival local, com desfiles, altares e manifestações culturais que revelam o sincretismo entre a religião católica e os rituais maias.
  • Ruínas de Dzibilchaltún: Visita ao sítio arqueológico para conhecer a relação entre astronomia e agricultura na cultura maia.
  • Produção de mel de abelhas Melipona: Demonstração da extração sustentável de mel sem ferrão e da produção da bebida horchata.
  • Restaurante Hacienda Teya: Conhecimento do ciclo histórico do agave e demonstrações culinárias com tortilhas artesanais e preparo em Pib.
  • Comunidade de Xcunyá: Participação em oficinas e degustações de tamales tradicionais, encerrando com uma aula sobre a filosofia alimentar maia e uma feira gastronômica popular.

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Florianópolis participa de encontro global da UNESCO sobre Gastronomia e Desenvolvimento Sustentável https://cidadecriativa.floripa.br/en/florianopolis-participa-de-encontro-global-da-unesco-sobre-gastronomia-e-desenvolvimento-sustentavel/ Thu, 30 Oct 2025 14:31:23 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=4009 Marcus Rocha, representante da Associação FloripAmanhã, vai representar o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia em Mérida, no México, durante a Assembleia Anual da Rede de Cidades Criativas da UNESCO da Gastronomia, de 30 de outubro a 1º de novembro de 2025.

O encontro reúne representantes de dezenas de cidades de todo o mundo em torno do tema “Empowering cities and communities through Gastronomy: a holistic approach to sustainable development and cultural enrichment” (Empoderando cidades e comunidades por meio da gastronomia: uma abordagem holística para o desenvolvimento sustentável e o enriquecimento cultural).

A programação oficial inclui painéis, palestras e experiências culturais que exploram o papel da gastronomia como vetor de desenvolvimento urbano sustentável, valorização cultural e fortalecimento das comunidades locais. Entre os destaques estão o painel “Beyond the Plate: Gastronomy as a City Strategy” (Além do prato: a gastronomia como estratégia de cidade), com chefs e pesquisadores do México e do Peru, e a conferência “The symbolic dimension of food: eating, healing and living together in Our America”, ministrada pelo pesquisador Jorge A. González, da UNAM.

Marcus Rocha

Também estão previstas atividades de campo, como visitas ao sítio arqueológico de Dzibilchaltún, à comunidade de Chablekal, onde ocorre uma demonstração da tradicional meliponicultura maia, e ao bairro histórico “La Ermita de Santa Isabel”, além da vivência cultural durante o tradicional Festival de Ánimas.

Florianópolis referência na Rede Mundial da UNESCO

Desde 2014, Florianópolis integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área da Gastronomia, um título conquistado com apoio de parceiros e iniciativa da FloripAmanhã — que segue coordenando o Florianópolis UNESCO Creative City of Gastronomy Program. A associação lidera o grupo gestor local, composto por universidades, entidades públicas e privadas, chefs e empreendedores, em um modelo de governança reconhecido internacionalmente por ser conduzido pela sociedade civil.

Durante a Assembleia em Mérida, Marcus Rocha representará a cidade em encontros técnicos e painéis temáticos sobre políticas públicas, juventude, educação e o futuro da gastronomia, compartilhando experiências e boas práticas de Florianópolis — como a Confraria Florianópolis Cidade Criativa e projetos de valorização da cultura alimentar local.

A cidade segue construindo pontes e consolidando-se como referência na integração entre cultura, inovação e desenvolvimento urbano sustentável — princípios que norteiam a atuação da FloripAmanhã há duas décadas.

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Florianópolis destaca inovação e identidade no Encontro das Cidades Criativas da Gastronomia da UNESCO, em Belo Horizonte https://cidadecriativa.floripa.br/en/florianopolis-destaca-inovacao-e-identidade-no-encontro-das-cidades-criativas-da-gastronomia-da-unesco-em-belo-horizonte/ Mon, 27 Oct 2025 21:13:42 +0000 https://cidadecriativa.floripa.br/?p=3974 Chef Janete Borges realizou cozinha show com prato que uniu a tradição das ostras com insumos inovadores como algas e halófitas.

Florianópolis marcou presença no Intercâmbio das Cidades Brasileiras Criativas da Gastronomia pela UNESCO, realizado em 23 de outubro, dentro da Bienal da Gastronomia de Belo Horizonte. O encontro teve uma apresentação dos pontos focais de Florianópolis, Belém, Paraty e Belo Horizonte, integrantes da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, além de uma apresentação de chefs de cada uma das cidades, com degustação dos pratos apresentados no Edifício Central, um prédio antigo recém ocupado por empreendimentos gastronômicos que virou um novo ícone da vida cultural belo-horizontina.

Representando a primeira Cidade da Gastronomia da UNESCO no Brasil, Rogério Mosimann, da FloripAmanhã, destacou a prática de Florianópolis atuar em rede, com parcerias e participação ativa em ações de intercâmbio como o de Belo Horizonte. Mosimann citou os principais atributos que sustentam a marca da cidade: mais de 100 praias e paisagens singulares; o status de capital nacional das startups, com maior densidade de empresas inovadoras por habitante e um polo tecnológico que dialoga com a economia criativa. “Falamos também da riqueza da nossa gastronomia, com heranças indígenas, africanas e açorianas, com a força dos frutos do mar — destacando-se como maior produtora de ostras do país — e a combinação de tradição e inovação, como mostrou o prato da nossa chef Janete Borges“, conta. 

Mosimann na abertura do Intercâmbio das Cidades Criativas da Gastronomia

Ostras defumadas, alecrim do mar e algas  

A chef Janete Borges, da Gastroarte Catering, representando a Confraria Sabores de Floripa, preparou uma Vichyssoise (sopa cremosa) do mar, feita com a água da ostra, batatas, alho-poró, creme de leite e servida com ostra defumada, coberta por um pouco de alga marinha (alface-do-mar) seca e um galhinho de alecrim-do-mar, uma halófita, planta resistente à salinidade, com alto valor nutricional e ainda pouco explorada na cozinha regional. 

“A ideia de criar um prato que unisse tradição e inovação nasceu do desejo de olhar para o passado e encontrar nele o caminho do futuro. A coleta de mariscos e algas, praticada pelos povos Guarani muito antes da chegada dos açorianos, foi o ponto de partida dessa pesquisa culinária. Os índios do mar já utilizavam a alga seca como fonte de sal, tempero natural e meio de preservação dos alimentos — um conhecimento ancestral e sustentável que inspirou novas possibilidades na cozinha”, comenta Borges. 

Chef Janete Borges mostra o ingrediente alecrim-do-mar

A receita foi muito elogiada pelos participantes da degustação, alguns com certo receio de experimentar ostras pela primeira vez, mas depois felizes com a experiência e o sabor descobertos. “Levar nossas ostras de uma forma diferente também fez parte dessa proposta. Sabemos que a ostra, assim como ingredientes como língua e fígado, podem despertar certa resistência. Por isso, o desafio foi convidar o público a provar sem medo, a redescobrir sabores e texturas que fazem parte da nossa identidade litorânea”, acrescenta a chef. 

Para Janete Borges, falar em inovação é, muitas vezes, retornar às origens. “Resgatar o que temos de mais genuíno e reinterpretar com um olhar contemporâneo, foi exatamente essa a ideia: construir algo novo sem esquecer de onde viemos”. finaliza Borges. 

A participação de Florianópolis consolidou o alinhamento do programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia com os temas estratégicos debatidos na Bienal — cadeias sustentáveis, memória e identidade, inclusão produtiva e turismo responsável — e abriu novas frentes para projetos colaborativos. A cidade saiu do encontro com visibilidade ampliada e novas parcerias em construção, reafirmando seu papel de referência nacional em criatividade gastronômica.

Fotos: Nereu Jr

Fórum Internacional de Gastronomia

Nos dias 22 e 23 de outubro, no Teatro Francisco Nunes, os representantes de Florianópolis também participaram do Fórum Internacional de Gastronomia. O Fórum discutiu temas como memória alimentar, criatividade e inovação, sustentabilidade e gastronomia como identidade. Veja a seguir alguns dos principais temas debatidos: 

  • “Nova gastronomia” e seus pilares (os 4 S): Saúde, sabor, sustentabilidade e solidariedade como diretrizes centrais para políticas, educação alimentar e prática profissional. Ênfase em que “saudável” precisa ser também “saboroso” para gerar adesão. Proposta de inserir “educação do gosto” no ensino básico. Cadeias produtivas sustentáveis e solidárias (produtor–indústria–distribuição–varejo–consumidor).

  • Educação do gosto e formação de público: Programas educativos para desenvolver paladar e discernimento desde a infância como estratégia para saúde e cultura alimentar. Direito à boa alimentação; educação do gosto desde a infância;
  • Criatividade na rotina de restaurantes e gestão: Espaços e momentos para experimentar, mas com base em estudo, repetição e controle de custos; equilíbrio entre padronização de serviço e renovação do cardápio.
  • “Revolucionar” a cozinha ≠ modismo: autoralidade nasce com maturidade profissional; copiar tendências (ex. técnicas “da moda”) é etapa inicial, mas a revolução real vem quando se consegue imprimir essência própria.
  • Constância como revolução silenciosa: fazer “o bem-feito todos os dias” (padrão, técnica e repetição) é visto como um ato revolucionário; regularidade de sabor/execução supera picos esporádicos de criatividade.
  • Criatividade com método e timing: repertório vem de estudo, leituras, filmes, viagens próximas (ou do cotidiano), provas e anotações; momento de criar é planejado (reuniões de cardápio) ou em espaços específicos (ex.: “comida de funcionário”) — não durante o serviço.
  • Gastronomia periférica: Case da escola de gastronomia social que ensina da base à alta cozinha, com abordagem prática e personalizada, cuidando do desenvolvimento do ser humano para além da técnica. Fazer muito com pouco”: criatividade frente à escassez, aproveitamento integral e valorização de PANCs/“não colonizadas”; compostagem para fechar o ciclo dos resíduos; conexões com hortas urbanas/agroecologia; fortalecimento de roteiros e experiências em territórios populares. Restaurante-escola para inserção produtiva. 
  • Tradição x inovação, com respeito: tradição é “chão” que se preserva; inovação é construção em curso. Evitar descaracterização e clichês (ex.: uso vazio de “cozinha afetiva”); honestidade no storytelling (sem romantizar origens).
  • Formação contínua: estudar bases e praticar diariamente; técnica serve tanto para executar certo quanto para corrigir imprevistos.
  • Memória alimentar como identidade e futuro Comida ativa lembranças, pertencimento e valores; olhar para o passado orienta escolhas para o amanhã (o que, como e por quê comemos).

  • Identidade x homogeneização Valorização de tradições, técnicas e instrumentos locais para que destinos mantenham singularidade gastronômica e turística (evitar que “em todo lugar se coma igual”).
  • Simplicidade bem-feita e sazonalidade Pratos simples, executados com técnica e respeito ao produto e ao ciclo das colheitas; menos sobrepor temperos/molhos e mais evidenciar o sabor.
  • Tradição + adaptação consciente Cozinhas dialogam com ingredientes locais sem perder a essência; inovação parte do entendimento profundo das raízes.
  • Saúde e escolhas de insumos Cuidado com ultraprocessados; preferência por produtos frescos e técnicas que preservem qualidade; reflexão crítica sobre gorduras e óleos na cozinha.
  • Sustentabilidade e aproveitamento integral Respeito ao animal e ao vegetal (do “nariz ao rabo” e do caule à folha); cortes menos nobres e vísceras como parte da cultura de raiz e de uma dieta equilibrada.
  • Registro e salvaguarda do patrimônio imaterial Urgência de documentar receitas, gestos, técnicas, utensílios, vocabulários e modos de vida — não só “lista de ingredientes”.
  • Memória viva e ancestralidade: resgate de técnicas, saberes e receitas transmitidas oralmente; valorização de “inteligência ancestral” e de ingredientes/uso tradicional (ex.: quiabo, sementes) como patrimônio e fonte de aprendizado.
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